A capacidade antioxidante dos carotenóides
Quinta-feira, Agosto 16th, 2007
Compostos antioxidantes têm sido largamente estudados em sistemas-modelo e desordens genéticas e adquiridas, por combaterem eficientemente a ação lesiva causada pelas Espécies Reativas de Oxigênio/Nitrogênio (EROs/ERNs). Durante os diferentes processos metabólicos em qualquer ser vivo, um diversificado espectro de EROs/ERNs é produzido e contrabalanceado por defesas antioxidantes de alcance e propriedades físico-químicas distintas. Defesas antioxidantes podem ser produzidas pelo próprio organismo ou podem ser adquiridas através da dieta. Entre os mecanismos químicos antioxidantes, encontram-se os carotenóides, pigmentos típicos de vegetais, algas e microrganismos - mas presentes também em animais - capazes de inibir ou prevenir as ações nocivas das EROs/ERNs.
A astaxantina (AST) e a cantaxantina (CAN) são pigmentos encontrados em organismos marinhos, desde microorganismos até peixes. A b-criptoxantina é um carotenóide melhor distribuídos entre organismos terrestres, sendo abundante inclusive no plasma sangüíneo humano. A capacidade antioxidante desses pigmentos está relacionada à sua estrutura química, que contém uma longa cadeia hidrofóbica conjugada. Esses carotenóides possuem também grupamentos funcionais de oxigênio, como hidroxila (b-criptoxantina e AST) e cabonila (CAN e AST). Essas características favorecem a interceptação direta de radicais peroxil e alcoxil e, além disso, pesquisas sugerem que esses pigmentos são capazes de alterar as propriedades físico-químicas de biomembranas, dificultando a permeabilidade de EROs e ERNs. Dessa maneira, o objetivo deste trabalho é avaliar a capacidade antioxidante desses carotenóides, quando submetidos a diferentes microambientes, verificando também possíveis alterações estruturais em mimético de membrana biológica, e na interação dessa com proteínas, em decorrência da incorporação daqueles pigmentos.
